Análise temporal do nível estático dos poços de abastecimento público da área urbana de Campo Grande

Liliane Maia Tcacenco-Manzano, Camila de Vasconcelos Müller Athayde, Anselmo Ruy Zuqui, Ernani Francisco da Rosa Filho

Resumo


A utilização da água subterrânea no abastecimento público de grandes cidades é uma demanda crescente. Na área urbana de Campo Grande (MS), 46 % do abastecimento público é oriundo de poços tubulares profundos dos sistemas aquíferos Bauru, Guarani e Serra Geral. Por meio de gráficos da profundidade de níveis estáticos e mapas de rebaixamentos, gerados a partir de dados obtidos na perfuração e em 2016, foi possível fazer uma análise temporal dos resultados. O Sistema Aquífero Bauru (SAB) apresenta um rebaixamento do nível estático de 2,4 metros na área urbana, após 5 anos de operação. O Sistema Aquífero Guarani (SAG) apresenta 34 metros de rebaixamento em 22 anos de operação de poços, sendo um indicativo de aprofundamento regional desses níveis. O Sistema Aquífero Serra Geral (SASG) é o sistema aquífero que apresenta valores menores de rebaixamentos, contemplando até 30 anos de monitoramento. A classificação de produtividade dos aquíferos brasileiros do Serviço Geológico do Brasil baseada na capacidade específica, atribui um alto potencial hidrogeológico aos sistemas aquíferos no Mato Grosso do Sul. Para o SAB classifica-se como um sistema aquífero de produtividade alta; o SAG como um sistema aquífero de produtividade muito alta e o SASG como um sistema aquífero de produtividade moderada. Assim, a avaliação temporal periódica dos sistemas aquíferos se faz necessária, visando tanto o abastecimento contínuo de grandes cidades quanto o entendimento do comportamento dos sistemas aquíferos ao longo dos anos.


Palavras-chave


Potenciometria. Produtividade. Captação subterrânea. Rebaixamento de nível estático.

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DOI: https://doi.org/10.14295/ras.v33i1.29138

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