HIDROGEOQUÍMICA E QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS NA BACIA DO ALTO JACARÉ-PEPIRA (SP)

Ludmila Vianna Batista

Resumo


A hidroquímica vem sendo utilizada como ferramenta para se avaliar se a qualidade das águas sofre alteração devido a ação antrópica, bem como estabelecer quais as interações existentes entre água/rocha-solo, e que fornecem as características finais das águas superficiais. Inserida na UGRHI-13, a sub-bacia do Alto Jacaré Pepira/SP foi selecionada em função de sua complexidade geológica e por representar uma importante área de recarga do Sistema Aquífero Guarani (SAG), na qual os recursos hídricos representam uma importante atração turística, especialmente para a cidade de Brotas (SP). Foram coletadas 17 amostras de águas superficiais em duas campanhas de amostragem, a primeira entre os dias 10 a 30 do mês de julho de 2013, e a segunda entre os dias 18 de março à 1° de abril de 2014, com o objetivo de se determinar o IQA (Ííndice de Qualidade de Águas, bem como avaliar sua composição química e estabelecer os processos geoquímicos responsáveis pela sua composição. Os resultados de IQA foram comparados com dois pontos monitoramento da CETESB no Rio Jacaré-Pepira, e indicaram que a qualidade da água pode ser considerada “boa”, com valores de IQA que variam de 63 a 82 na campanha de verão, e 59 a 75 na campanha de inverno. A presença de HCO3-, Ca2+ e Mg2+ como íons predominantes é compatível com o intemperismo de rochas basálticas e areníticas, presentes nas formações Serra Geral e Botucatu/Pirambóia, constituintes do arcabouço geológico local. Em função dessa composição, as águas foram classificadas como bicarbonatada-cálcica ou magnesiana. A avaliação global das amostras possibilitou a constatação da pequena influência exercida pela ação antrópica na composição química das águas, refletida nos valores elevados de IQA, e pelas baixas concentrações de Cl- e NO3-, sendo a dissolução de minerais do substrato geológico a principal fonte dos elementos dissolvidos nas águas superficiais na Bacia do Alto Jacaré-Pepira. Os valores encontrados para as razões isotópicas (δ2H e δ18O), indicam origem meteórica para as águas da sub-bacia do Rio Jacaré-Pepira, distinguindo-se a contribuição das águas subterrâneas na primeira campanha, caracterizadas por uma composição isotópica homogênea, enquanto na segunda campanha observa-se uma contribuição devido a precipitação, caracterizada pela dispersão nas razões isotópicas.


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