INFLUÊNCIA DA TAXA DE DOSE POTENCIAL VARIÁVEL EM ÁREAS CONTAMINADAS NO CÁLCULO DO RISCO À SAÚDE HUMANA

Karina Lopes Joussef, Cristina Cardoso Nunes, Elizabeth May Pontedeiro, Mário do Rosário, Henry Xavier Corseuil

Resumo


No gerenciamento de áreas contaminadas, as metodologias tradicionais de avaliação de risco à saúde humana (i.e., RBCA) assumem que os receptores estão expostos a uma concentração máxima e constante, obtida em um único monitoramento ambiental, ao longo de toda a duração de exposição (25–30 anos). Por isso, este trabalho tem como objetivo avaliar a influência da temporalidade na quantificação do risco à saúde humana, considerando a variação das concentrações dos contaminantes. Os dados utilizados são de um experimento de campo com liberação controlada de gasolina brasileira, desde a sua liberação na água subterrânea até a sua completa atenuação.  Os dados experimentais da área em estudo mostram que as máximas concentrações de exposição de benzeno e tolueno ocorreram durante um curto período, se considerado uma duração de exposição de 25 anos. A abordagem convencional de cálculo de risco apresentou valores de risco variando em duas ordens de grandeza, dependendo do período amostrado. Utilizando um procedimento complementar de quantificação de risco com foco na variação da taxa de dose potencial em modelos que simulem os processos de transporte e transformação do contaminante, pode-se obter valores de risco de acordo com as condições específicas do local. Isto pode reduzir as incertezas na quantificação do risco no que se refere à escolha da concentração representativa da área, e auxiliar na definição de tecnologias mais adequadas para recuperação de áreas impactadas.

Palavras-chave


gerenciamento de áreas contaminadas; avaliação de risco à saúde humana; atenuação natural; taxa de dose potencial variável

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DOI: https://doi.org/10.14295/ras.v27i3.27429

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