DETERMINAÇÃO DA CONDUTIVIDADE HIDRÁULICA DE UMA ÁREA CONTAMINADA DA GRANDE SÃO PAULO UTILIZANDO-SE MÉTODO SLUG TEST

Ana Maciel de Carvalho, Leandro Gomes de Freitas, Alexandre Muselli Barbosa, José Luiz Albuquerque Filho, Giulliana Mondelli

Resumo


A Região Metropolitana de São Paulo possui inúmeros passivos ambientais, o que pode comprometer a qualidade das águas subterrâneas. Essa situação demanda estudos de investigação, remediação e controle do uso do solo e da água subterrânea. Um dos parâmetros hidrodinâmicos mais importantes para a caracterização dos aquíferos é a condutividade hidráulica, podendo ser obtida por ensaios de permeabilidade do tipo Slug Test, um dos métodos mais utilizados atualmente na investigação de áreas contaminadas, notadamente naqueles locais caracterizados por baixa capacidade de circulação da água subterrânea. O presente artigo descreve a aplicação desse método, comparando-se aqueles propostos por Hvorslev (1951) e Bouwer & Rice (1976) e utilizando-se o software Aquifer Test Pro (versão 2010.1) para a caracterização do fluxo das águas subterrâneas das diferentes camadas hidrogeológicas em uma área contaminada em Santo André-SP. Para isso, foram selecionados 8 poços rasos, de até 7 m de profundidade; e 11 poços mais profundos, de até 25,8 m de profundidade. Dentre os 19 poços ensaiados, realizou-se a repetição em 8 visando obter dados mais representativos. Os resultados foram semelhantes para ambos os métodos e demonstraram que o solo caracterizado por aterro apresentou maior condutividade hidráulica, com média de 4,76E-06 m/s, e o solo residual com a menor condutividade hidráulica, mostrando valor médio de 9,03E-07 m/s.

 


Palavras-chave


Slug Test; condutividade hidráulica; área contaminada

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DOI: https://doi.org/10.14295/ras.v27i3.27394

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