RELAÇÕES ESTRATIGRÁFICAS E ESTRUTURAIS ENTRE A BACIA POTIGUAR E A BACIA COSTEIRA PE/PB/RN – UMA HIPÓTESE DE TRABALHO

Edilton Carneiro Feitosa, Fernando Carneiro Feitosa, Helena Magalhães Porto Lira

Resumo


Um conjunto de 230 sondagens elétricas verticais e 18 perfurações profundas,
executadas no âmbito de diferentes estudos realizados no período de 1965 a 1998 entre João
Pessoa/PB e Touros/RN, foi integrado e ré-interpretado com o apoio de todos os outros estudos
geológicos e hidrogeológicos existentes nessa região. Esse trabalho tornou possível uma
visualização das grandes linhas do arcabouço estrutural da Bacia Costeira PB/RN e,
particularmente, da região compreendida entre Mamanguape/PB e Natal/RN, onde acredita-se deva
ocorrer a ligação entre a Bacia Costeira e a Bacia Potiguar. A transgressão Jandaíra da Bacia
Potiguar, do Turoniano/Santoniano, teria avançado para sul até as imediações de Mamanguape/PB,
tendo sido detida pela feição do embasamento denominada de Alto de Mamanguape. A partir do
Santoniano, o alçamento de toda a região ao norte do Alto de Mamanguape originou, ao sul dessa
estrutura, uma vasta depressão que foi assoreada pelos clásticos continentais da Formação Beberibe
Inferior. No Cenomaniano, esses clásticos continentais foram recobertos pelos arenitos calcíferos da
Formação Beberibe Superior, os quais, procedentes da Região de João Pessoa, ultrapassaram o Alto
de Mamanguape. Esses sedimentos avançaram então sobre uma região agora subsidente e sofrendo
falhamentos, estendendo-se até Natal onde foram finalmente detidos por antigas falésias calcárias
Jandaíra da Falha de Natal. Assim, a ligação Bacia Potiguar/Bacia Costeira deve ocorrer entre
Mamanguape e Natal numa estrutura de “overlap” em que os sedimentos clásticos carbonatados do
Grupo Paraíba passam sobre os calcários Jandaira da Bacia Potiguar.

Palavras-chave


Bacia Potiguar, Bacia Costeira, falha

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