RISCOS DE CONTAMINAÇÃO DO SOLO, ÁGUAS SUBSUPERFICIAIS E FITOXIDEZ ÀS CULTURAS POR COBRE E ZINCO APLICADOS VIA DEJETOS DE SUÍNOS

Juliano SIMIONI, Jucinei José COMIN, Milton Antonio SEGANFREDO, Renato INGANG

Resumo


O presente estudo teve por objetivos avaliar a capacidade de suporte para cobre (Cu) e
zinco (Zn) dos principais solos do Oeste de Santa Catarina submetidos à aplicação de dejetos de
suínos para fertilização do solo. Não se verificou fitotoxidez de Cu e Zn sobre a produção de
biomassa das plantas nos diferentes ciclos, independentemente das concentrações e fonte desses
elementos. Os teores de Cu e Zn trocável aumentaram com os ciclos de cultivo e adição dos
elementos nos tratamentos. Observou-se teores trocáveis maiores nos tratamentos com dejetos de
suínos comparados àqueles equivalentes em Cu e Zn via fertilizante mineral. O Cambissolo
manteve uma proporção maior de Cu trocável para teores observados/esperados e o Nitossolo para
Zn trocável, respectivamente. Quanto ao acúmulo de Cu e Zn nos tecidos, a aveia absorveu as
maiores concentrações, enquanto o milho acumulou as menores. O Latossolo proporcionou maior
solubilidade de Cu e consequentemente acúmulo nos tecidos em relação aos demais solos. Para o
Zn, os teores nos tecidos foram semelhantes independente do solo. Para o efeito de tratamentos,
observou-se maior absorção de Cu e Zn com o fertilizante mineral em relação aos tratamentos
correspondentes via dejetos de suínos. As concentrações de Cu e Zn nas águas percoladas foram
baixas, indicando pequeno risco de contaminação do lençol freático em períodos curtos de aplicação
de dejetos. No balanço de entradas e saídas de Cu e Zn, verificou-se que as retiradas são
insignificantes, podendo conduzir para um processo importante de acúmulo no solo. Por outro lado,
o risco de contaminação através das perdas ambientais e através dos produtos extraídos é reduzido.

Palavras-chave


dejetos de suínos; capacidade de suporte do solo; acúmulo de Cu e Zn.

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