ANISOTROPIA E CONFINAMENTO HIDRÁULICO DO SISTEMA AQUÍFERO GUARANI EM RIBEIRÃO PRETO (SP, BRASIL)

Ingo Wahnfried, Amélia Fernandes, Ricardo Hirata, Carlos Maldaner, Claudia Varnier, Luciana Ferreira, Mara Iritani, Márcia Pressinotti

Resumo


A drenança através de um pacote de 84 m de basalto do Aquitarde Serra Geral (ASG), que recobre
o Sistema Aquífero Guarani (SAG), e os parâmetros hidráulicos do SAG foram investigados através
de: um teste de bombeamento com 171 h de duração e vazão constante, e testes com uso de
traçador, injetado no SAG e no ASG. Os ensaios foram realizados em um conjunto de dois
piezômetros multinível e um poço de bombeamento, localizados a sul do Município de Ribeirão
Preto (SP). Os resultados indicaram a inexistência de drenança através do basalto. Os dados
potenciométricos registrados nos dois piezômetros instalados no SAG, durante o teste de
bombeamento, permitiram determinar a existência de anisotropia neste aquífero. Este ensaio
determinou uma condutividade hidráulica de 4,6x10-1 m/d e 7,0x10-1 m/d, e armazenamento de
1,6x10-3 e 8,4 x10-4, para os piezômetros PPE-1G e PPE-2G, respectivamente. A relação entre a
transmissividade máxima (Tx=160 m/d) e mínima (Ty=103 m/d) é de 1,55. Os resultados dos testes
com traçador, injetado em piezômetros no ASG e no SAG, corroboraram a pouca ou nenhuma
drenança no ASG, e determinaram uma condutividade hidráulica de 2,7 a 2,8 m/d e porosidade
efetiva entre 18,8 e 20,3%.

Palavras-chave


Sistema Aquífero Guarani, condutividade hidráulica, armazenamento

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ÁGUAS SUBTERRÂNEAS, São Paulo, Brasil - eISSN 2179-9784